segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um sentimento chamado saudade

Saudades do mundo sem a expansão da tecnologia.
Saudades das coisas simples.
Saudades de quando não existiam redes sociais, Smartphones, ‪#‎hashtag‬'s e afins.
Saudades do abraço e da ausência das pessoas, dos amigos, do namorado.
Saudades do beijo, do gosto, do cansaço e do desgosto, da presença.
Saudades de quando a gente tinha mais gosto de se ver pela dificuldade de se manter contato.
Saudades das cartas, dos sms's, dos telefonemas longos, demorados.
Hoje eu sinto saudades, mas tenho medo do futuro, do que sentirei amanhã.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sem lenço e sem documento

Equipe Ouvidoria da Saúde
Município de João Pessoa 2014
Já estou entrando no 4º mês sem emprego e tô começando a ficar desesperado. Desde que saí da Ouvidoria da Saúde, aqui em João Pessoa, as coisas não foram muito boas para a minha humilde pessoa. O ano de 2015 não está sendo um bom ano para mim, em todos os sentidos. Muitas histórias terei pra contar sobre o décimo quinto ano do terceiro milênio, princialmente em relação a empregos.
Laboratório de Anatomia da FCM
Sempre quis trabalhar na minha área de Relações Públicas. Principalmente com eventos, pois amo eventos, mas nunca tive a oportunidade e nem a sorte de me encaixar em alguma assessoria. Foi então que resolvi mudar de rumo em 2014 indo para a saúde. No começo do ano deixei meu trabalho na Secretaria de Saúde de João Pessoa, pra me dedicar só ao curso de Farmácia. Estava no segundo período. Porém, as matérias de química já não estavam entrando na minha cabeça e também comecei a ter problemas no meu relacionamento e sem saco nenhum para a vida, deixei o curso. Ou seja, fiquei sem trabalho e sem estudar. Fui procurar emprego em setores que não condizem com minha formação acadêmica, mas não podia ficar parado e sem dinheiro. Entreguei currículo em todas as lojas de todos os shoppings da cidade. Lojas de comércio e em todos os anúncios dos classificados de emprego eu me inscrevia. Fiz algumas entrevistas e sem mais nenhuma esperança, entrei na Contax, empresa de telemarketing. Trabalhei 45 dias como atendente receptivo da VIVO. A pior experiência que já tive na vida. Se alguém me perguntar o que é o inferno, eu diria: uma ilha de atendimento de telemarketing. 
Refeitório da Contax João Pessoa
Por estresse e por motivos pessoaias (acabei meu namoro mais uma vez), abandonei o emprego e fui viajar. Muito louco, cheio de contas pra pagar e ainda fazendo mais contas com viagens. Minha sorte foi que não gastei quase nada, mas minha cabeça ainda estava nas nuvens com tudo que estava me acontecendo. Tinha colocado meu relacionamento na base de toda minha vida e mais uma vez eu quebrei essa base e me desestruturei completamente. Nada mais estava dando certo. Ou talvez eu não queria que desse certo. Eu sempre consigo me sabotar.
Ao voltar pra João Pessoa, a gerente da Tim do Mangabeira Shopping, uma conhecida minha da época de cursinho pré vestibular, que já tinha feito uma entrevista comigo antes da minha viagem, me ligou e me informou que tinha uma vaga na equipe dela. Prontamente fui tentar mais uma vez me encaixar no mercado que não era o meu. VENDAS.
Equipe da noite da loja Tim
Mangabeira Shopping
Eu sou desenrolado para vender qualquer produto, só não me peça pra vender algo que eu não acredito e que eu não ache certo. Foi o que aconteceu comigo na TIM. Sou cliente, mas sou beta. E minha missão era vender alguns (pra não dizer a quantia certa e extremamente incoerente com o mercado) planos. Conseguia facilmente vender aparelhos, mas o foco da loja era os planos e esses não me desciam a garganta. Foi então que comecei a procurar soluções para meu desanimo profissional. Resolvi tentar mandar currículos personalizados para as agências de assessoramento de eventos de João Pessoa. Peguei as 6 melhores assessorias, e fiz uma caixa de doces com um currículo personalizado, tipo convite de casamento, e fui pessoalmente em casa agência entregar. Das seis, só uma me chamou para uma entrevista. E sem esperanças de uma possível contratação. 
Desanimado, ainda cogitei a ideia de tentar um mestrado na minha área de comunicação em Natal, mas não tenho base acadêmica para tal façanha. Minhas experiências acadêmicas foram todas voltadas para o mercado, mas o mercado não me quis. 
Pedi pra sair da TIM e fiquei em casa, pensando no que fazer. Por causa do meu relacionamento, cogitei a ideia de ir morar em Natal, foi então que procurei a ouvidoria de lá. Entreguei alguns currículos e estou aguardando respostas. Mas estou tão desmotivado sobre isso que nem tenho mais esperanças se uma hora o emprego vai sair. 
De tudo que me aconteceu esse ano em relação ao meu profissional eu só tenho a dizer que não está sendo um ano fácil. O país entrou em crise e o desemprego tá piorando a cada dia. E eu espero que daqui pro final do ano as coisas se encaixem e mudem, porque eu já estou ficando sem esperanças.  


terça-feira, 28 de abril de 2015

Aceitando algumas verdades

Eu só queria entender porquê sou assim. Sofro de mais por grandes coisas tão pequenas. Talvez seja pelo fato de crer que pequenas coisas tornam tudo mais interessante. Um sorriso no rosto, um bom dia, um "como vai?" fazem toda a diferença e já é suficiente pra alegrar minha alma e saber que se importam comigo. Talvez eu necessite disso: alguém que se importe verdadeiramente comigo.
O que me deixa confuso é o fato de realmente gostar da dor, do sofrimento e da angustia sem fim. É como se eu não gostasse de ser feliz, de estar bem e fico sempre criando motivos pra sabotar coisas boas que aparecem pra mim. Seria muito melhor partir de vez, seguir em frente, mas meu coração sofredor não deixa. Deve ser esse um dos motivos que nunca deixei de ser alvo e rubro (torcedor do Náutico).
Se pelo menos eu escutasse os bons conselhos que me dão, que na sua maioria são unanimes ao fato de me ver feliz. Esses sabem e querem o meu bem, mas ao invés de trazer esse amor verdadeiro pra perto, nos meus momentos de dor, eu simplesmente me afasto e me isolo. 
Queria entender como eu ainda prefiro sentir essa dor ao invés de paz. Quando todos dizem que não é ele, que nunca foi e talvez nunca vai ser. Eu vou lidando com seu mundo em favor das suas necessidades, esquecendo dos meus desejos, minhas vontades, minha verdade. Pra o outro é maravilhoso, mas não há reciprocidade voluntária. Não se exige amor, atenção, carinho, cuidado... e quando não há essa troca de coração aberto, alguém sempre sai machucado. 
Certa vez me falaram que relacionamentos é como uma liga esticada, segurada por um casal em cada ponta. O primeiro que soltar machuca o que tentou sustentar até o fim. Por isso é mais fácil desistir, não se importar, Pensando dessa forma você sempre sairá ileso, pois quem menos se entrega, menos sofre. Agora entendo porque machuca tanto. Sempre seguro até o fim, confiando que o outro nunca soltará a liga, mas sempre soltam.
Depois de tudo que passei nos últimos anos, é difícil acreditar em alguma coisa. É difícil esperar algo de alguém. E sei que quando "a coisa boa" chegar, a dor e o sofrimento já terão endurecido minha alma e sei que passará por mim desapercebido, fazendo com que eu machuque quem só queria meu bem.
Tenho uma estrada longa a caminhar. Não será fácil, mas é necessário. Só preciso aceitar e entender que nem todos valem a pena esperar e entender que sozinho é muito mais difícil, Aceitar a derrota é fundamental para se reerguer e seguir em frente com novos planos, novos sonhos e uma nova vida.

sábado, 28 de março de 2015

Relacionamentos

"Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.
Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.
Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.
Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.
Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.
Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.
Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.
Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.
Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.
Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.
Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois."  Texto de Marina Barbieri

Via - Fabio Hallax

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Inocência

Essa semana uma grande amiga veio me mostrar duas cartinhas que ela tinha achado em sua casa, de mais de dez anos atrás, que eu havia lhe enviado. Quando eu li o conteúdo me bateu aquela velha nostalgia e pensei: "Meu Deus ... como eu era viado e não sabia."
A inocência e a verdade nas palavras me fazem realmente avaliar se estou o homem que queria ser. A gente vai ficando adulto e vai esquecendo de certos valores e esquecendo a inocência das coisas, percebendo assim a maldade do mundo e nos cobrindo de várias armaduras pra não nos machucar. Essas cartas me fazem lembrar de como é bom ser inocente. Falar as coisas sem pensar, sem medo da represália do outro. Era bom sorrir o tempo todo. Não que eu não consiga rir da minha própria desgraça. Aliás, tenho o dom pra isso. Mas ser feliz inconsciente da maldade alheia é fantástico. #saudadesdesercriança

Olhem as cartas!!



Sobre o conteúdo só tenho a dizer que:
- Desde sempre uso as retências (...) pra me comunicar;
- Minha letra mudou muuuuuuuuuuuito (ta pior);
- Adorei a parte do "menos Andrêina" (rsrsrs);
- Vivia numa fase que odiava meu nome "José Apolinario" então inventei um codinome "Apollo";
- Era liso que num tinha 5 conto pra colocar de crédito e conversar pelos 3 segundos (rsrsrs);
- Gente... Limão com Mel? Isso realmente demonstra a minha idade;
- Eu não sabia escrever (ainda não sei);
- "Te dedico"??? MEU DEUS COMO EU ERA GAY E EU NÃO FAZIA IDEIA.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Desencantamento

Como é ruim quebrar a cara com a gente mesmo. Odeio criar expectativas de coisas e pessoas, mas sempre crio. O pior é quando você consegue enxergar com seus próprios olhos que a pessoa que você achava que era um Deus é na verdade um ser humano como todos os outros. Chega a ser decepcionante, desencantador. Não o culpo, mas me faz pensar se realmente eu amo e amei a projeção que fiz dele ou o que realmente ele é.
Agora entendo os dramas pelas suas redes sociais, o motivo pelo qual eu deixei de aparecer no seu mural, na sua linha de tempo, nas suas fotos... Lógico, ele não queria (talvez ainda não queira) que os "paquerinhas" saibam que estávamos/estamos nos entendendo. Vai que não dá certo? Pelo menos ele não terá o trabalho de apagar tudo de novo e os boyzinhos vão sempre está dispostos a alguma coisa, haja vista que não há vestígios nenhum de que eu estive ao seu lado. Eu deveria ter me tocado no momento em que viajamos e ele sempre tratou as viagens em suas redes sociais como um mochileiro solitário. Pois tenho certeza que se ele fosse com um amigo, teria no mínimo uma foto dos dois juntos. O problema é que ele tem esse jeito de deslumbre, de mostrar ao mundo o que realmente não é e me deixa em chão de vidro.
Enquanto eu sofria, lá estava ele marcando encontros casuais, cutucando "amigos" e sendo correspondido, dormindo com ex (pessoa que eu JAMAIS esperaria), saindo pra se divertir em rave. Não que eu não tenha feito certas coisas também, porém nunca o enganei, sempre fui sincero e só queria isso de volta. Mentir na minha cara, descaradamente, eu sabendo de toda a verdade, foi a última facada que eu precisava pra desmoronar e perder completamente a confiança. E continuar fugindo do problema (não me envolvendo nas suas redes sociais) só me faz perder ainda mais.
Pra ele, cancelar todas as contas é muito mais fácil do que postar uma foto comigo em uma legenda fofa. Esse tipo de atitude só me faz acreditar ainda mais que ele não quer que eu seja parte de sua vida e o motivo eu já citei a cima.
Ainda não acredito que sofri a ponto de ver a morte em minha frente por uma farsa. Uma projeção do que ele queria que eu visse dele. Como fui tolo, burro, inocente. E pensar nisso só aumenta a minha raiva e indignação por mim mesmo. Por ser tão idiota e achar que os outros fariam por mim o que eu faço por eles.
Porém, olhando meu histórico isso é totalmente coerente com minha vida. Mesmo ouvindo relatos e conselhos de amigos, nunca acreditei em palavras de terceiros. Sou desses que só aprendem com os próprios olhos, sentindo na pele a dor. Minha mãe sempre falou que "a dor ensina a gemer" e aos poucos to começando a entender o que realmente significa esse "gemer".
Hoje já não sei ao certo o que sinto, o que quero, o que penso ... Eu só sei que preciso me encantar e confiar novamente. Por e com ele? Só o tempo vai responder. Só não quero investir no escuro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Não desista. Vença!

O segredo da felicidade é nunca desistir dos sonhos e ir a luta. Nunca escutei que um vencedor desistiu no meio do caminho. Assim é a vida. Ir atrás daquilo que deseja é sem dúvida um desafio mútuo que deve ser praticado. Lógico que se tratando de amor, relacionamentos, nem sempre a vitória é um final feliz, mas lutar até o fim te da uma certeza de vitória, mesmo perdendo. 
Esses últimos dias tenho lutado comigo mesmo pra me fazer e me sentir feliz. O primeiro passo dessa caminhada foi reconhecer que eu posso e sou feliz por si só. Que o companheiro será um complemento a esta felicidade e não a razão dela.
Após reconhecer isso fui entender o que realmente eu queria. E eu quero ser feliz. Com ele, sem ele, eu quero ser feliz. 

Estar ao lado dele me renova as energias, me faz viver. Ele é o encaixe que faz o motor da minha alma chegar aos 250 Km/h. Mas isso não quer dizer que meu carro não ande sem ele. Andará. Mas ele me faz voar um pouco mais alto.
O sofrimento nos trás um tipo de aprendizado fantástico. As vezes a gente tem que tomar um "choque de realidade" pra manter os pés no chão. Saber de certas coisas não significa que você consegue colocá-las em prática. E a dor nos ensina a ser mais racional.
Já chorei o que tive de chorar. Já doeu o que tinha de doer. A cada lágrima derramada foi-se também um pouco da inocência do sentimento puro e verdadeiro. Hoje deixo essa guerra nas mãos de Deus. E termino essa batalha de cabeça erguida. Onde não há vitoriosos ou perdedores, mas pessoas que estão aprendendo a amar.
Se vamos realmente passar essa fase de boa? Só o tempo vai dizer. Hoje eu só quero aproveitar a mim e a quem quiser estar comigo sem medo, sem culpa. E até onde eu puder, não vou desistir de nós!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Sentir de novo

Tem dias que você acorda super disposto a ir a luta e enfrentar as dificuldades de cabeça erguida. Mas tem dias que você começa a enxergar a realidade, que não é bem aquilo que você imagina ou até quisesse que fosse. 
Por isso venho tentando não admitir que sou completamente apaixonado por ele, mas não posso esperar que ele sinta o mesmo por mim. Haja vista que suas ações só me dizem claramente o quanto to sendo idiota, leso, fútil e inútil. 
"Se ame", "Goste de quem gosta de você", " Se valorize mais" ... tem sido palavras que realmente, hoje fazem todo um sentido.
Devo amar quem realmente me ama e me quer perto. Devo me entregar a quem me quer ver feliz. Devo trocar o disco e deixar quem realmente quer ver meu sorriso, chegar mais perto.
Chega de lágrimas. Chega de dor. Quero perto de mim pessoas que me tirem sorrisos exagerados, me tirem o ar com alegria extrema. Preciso novamente sentir borboletas voando dentro do estômago. Estou aqui pra isso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vai passar

Boa tarde caros leitores. Nesses últimos dias as minhas postagens estão um pouco mais melodramáticas e chorosas do que o normal. É que tenho passado os momentos mais sombrios e dolorosos da minha vida. Nunca me permitir sofrer tamanha dor por amar alguém. Talvez isso que sinto nem se compare ao que senti ao ver Andrêina indo embora pra Monteiro. Sei que é tolice e que tudo isso vai passar, como das outras vezes, mas não me canso de pensar como isso tudo seria mais fácil e diferente se eu tivesse pensando melhor e fugido enquanto havia possibilidade.
Nunca me permiti se jogar do penhasco do relacionamento amoroso. Sempre fui "gato escaldado" e sempre retrai meu orgulho e meu narcisismo, amando apenas meu retrato no espelho. De repente aparece ele, que veio quebrando todos os conceitos e preconceitos que eu tinha. Mostrando-me que eu podia confiar em alguém a ponto de me lançar nesse mar de sentimentos. Fazendo-me vulnerável e permissível ao amor. A amar e ser amado. A me entregar sem medo à felicidade. Hoje me sinto enganado.
 Acredito que o problema foi enxergar nele o amor que nunca existiu e se existiu foi passageiro. Eu estava num momento de fraqueza e fragilidade e dei abertura pra brincarem com meus sentimentos. Doce ilusão a minha. Achar que era real. Que realmente seria pra sempre. Que nada poderia destruir nossos sentimentos um pelo outro. Que por maior que fossem as dificuldades, estaríamos passando juntos. Infelizmente só eu pensei assim. :/
O que me consola é saber que eu fiz o que eu pude e até o que não pude eu tentei fazer para dar certo. Esse peso eu não levo nas costas. Hoje estamos separados e por mais que eu o queira de volta percebo que o melhor a se fazer é seguir em frente. Virar a página e continuar minha caminhada. Permitir-me a ser feliz. Na verdade eu não sei se estamos juntos ou não. Apenas nos separamos sem muitas explicações para "avaliação" do relacionamento. Mas pelo que as pessoas me contam, pelas atitudes, o que realmente ele quer é liberdade. E se depender de mim, terá. Não vou atrás (mesmo querendo). Não vou parar e esperar algo incerto. Da mesma maneira que não fui atrás dele no começo. Quem está se "fudendo" emocionalmente sou eu. Se têm alguém aqui que precisa se encontrar e reconquista, esse alguém não sou eu.
Fui muito feliz ao lado dele, mas hoje percebo o quanto ele era infeliz ao meu lado. E enquanto eu choro e grito aos quatro cantos o quanto estou sofrendo, ele simplesmente mostra que está bem (e muito bem). Enquanto eu tinha planos pra nós dois, hoje ele faz planos pra ele. Não deixa de está certo, mas me dói. Dói saber que ele quer passar as férias sem mim. Dói saber que ele quer passar Réveillon longe de mim. Dói! Mas ao mesmo tempo me mostra o quanto sou besta. Enquanto eu ainda vejo uma possibilidade, ele só quer fechar a porta.
Se me perguntar se o quero de volta, responderei que SIM, com todas as minhas forças. Mas não desse jeito. Não quero alguém que não me quer. O amo de mais, mas isso não basta. Darei tempo ao tempo. Não tenho forças psicológicas pra está com outra pessoa, mas também não fecharei a porta. Vou me permitir. E o que tiver de ser, será. Enquanto isso eu vou desabafando minha dor na esperança que hoje a noite vou conseguir dormir.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ainda assim acreditarei.

Meu castelinho de areia o mar tá derrubando a cada batida do meu peito. Isso tudo vai acabar? Parece que foi ontem que estava tudo bem. Isso não faz nenhum sentido. Guardar rancor, brigas só deixam marcas que o tempo não pode apagar. O pior de tudo é esse silêncio amargo que me devora a alma. Não sei ficar parado olhando o mundo ao meu redor desmoronando. Gosto de soluções ágeis e práticas. Ou é sim ou é não. Quando se envolve sentimentos de outro, não existe “não sei”, “talvez”. Ou você sabe o que quer ou você não quer. É atormentador e hipotente não saber o que o futuro me reserva. Se for pra chorar que seja de uma vez. Se vai sangrar, que atravesse logo a espada. É cruel sentir aos poucos a dor de o ver partir. Como diz a canção: “te ter e ter que esquecer é insuportável, é dor incrível.” Sei que “tout passe” e que isso também passará, mas ter consciência disso não anula a dor no peito. Talvez meu erro seja acreditar demais no amor. No meu amor. No amor de quem dou amor. Meu erro talvez seja fechar os olhos e me jogar. Ou não! Talvez eu esteja certo, com alguém errado. Então por que insistir? Não sei responder. Só sei que o quero. Pois dói muito mais não tê-lo. Talvez essa dor que sinto hoje seja “amadurecimento”. Crescer dói e muito. Há quem me lembre de minhas murmurações na pré-adolescência sobre dores no corpo. As famosas “dores do crescimento”. São só etapas de nossa vida que querendo ou não todos passam. Posso até evitar essa dor agora, mas um dia ela vai chegar com essa ou com outra pessoa. Não é mudando de relacionamento que vou resolver o problema, é mudando meu comportamento a solução. Não existe ninguém perfeito pra ninguém. Não existe “a pessoa certa”. O que existe é maleabilidade mútua. As peças precisam de encaixe e tratando-se de amor nada se encaixa perfeitamente. Há sempre áreas do relacionamento que precisam ser podadas, limadas para poder se encaixar. Outras nem tanto, mas haverá sempre arestas que precisam ser moldadas. Por essa razão não quero soluções paliativas. Não quero impedir meu crescimento como “gente”. Correr, cair fora, acabar é fugir da dor do amadurecimento. Não é mudando de relacionamento que vou encontrar encaixe perfeito. Quero ter resiliência suficiente para suportar e contar um dia aos meus filhos e netos que se tratando de amor, nunca vai ser fácil, mas não é impossível. Porém, se nada der certo, ainda assim acreditarei no amor.

(Texto escrito dia 10/maio/2014)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobre pessoas mal amadas

(Pra não dizer 'mal comidas')

Gente que não tem o que fazer e vive colocando o dedo feio, gordo e careca no relacionamento dos outros achando que vai ter de volta o que desdenhou. Só tenho uma coisa a dizer pra você querido: C O I T A D O de você.
Chego a ter até pena de criaturas que se passam em querer destruir os relacionamentos dos outros e principalmente dos ex por pura pirraça ou pela esperança de ter de volta.
Eu não me passo a uma coisa dessa. Acho que isso mostra realmente o porquê do relacionamento não ter dado certo. Se acabou, acabou. É página virada. É um novo começo e uma nova história. Não tem razão querer argumentar a ter de volta algo que a duras penas não deu certo.
Geeeeente, vá viver sua vida sem infernizar a dos outros. Se respeite e respeito o que vocês viveram juntos. Saiba que nessa terra tudo que se faz, se paga. Se você está fazendo pelo mal, saiba que um dia esse mesmo mal cairá sobre você e tenho certeza que você não gostará.
Tenha um pouco mais de amor próprio e deixe de se passar. Porque é ridículo você ficar se arrastando por alguém que não te quer mais. A não ser que você curta ser "step" dos outros. Há quem diga que nasceu pra ser "a outra". Pare de se passar a ser "rapariga" e não entre em um jogo que você já perdeu a briga faz tempo. Desde que ele te deixou.
Viva sua vida e deixe os outros viverem em paz. Porque não vai ser por você mandar msg de madrugada, curtir e comentar todas as fotos que o relacionamento do outro vai acabar. Isso só mostra o quanto você é desprezível e solitário. Não queira ser segunda opção (se não for a última) e pare de implorar atenção e amor. Amor não se pede, não se implora. Amor acontece, flui e fica. Quando se tem que fazer esforço pra ter de volta, já perdeu. Se é que um dia teve.
Se ame mais, goste mais de você, e espere o melhor pra si, sem se contentar com migalhas. É humilhante demais tentar 'ganhar alguém' pelo cansaço. É perda de tempo ficar -eternamente- esperando a ‘sua vez’ chegar, enquanto têm coisas lindas esperando pra serem vividas.
Acorda viado que tem gente furando a fila e sendo feliz no seu lugar.

Preso aos sentimentos

Meu mal é sofrer por antecipação. É achar que tudo de ruim pode e vai acontecer comigo. É não confiar que eu sou bom, o melhor e me garantir, sobrevivendo a qualquer tempestade. Por baixo dessa casca dura há um ser frágil, volúvel, dramático e sensível que infelizmente se machuca com tudo.
Queria não ser assim. Queria poder ser forte, me livrar dessas correntes de sentimentos que me aprisionam, mas não consigo. É como se ao acordar tudo e todos estivessem tramando contra mim. Chega a ser paranoico. Tento abstrair, mas não conheço o limite do meio termo. Sou daqueles do oito e oitenta. Ou me firo, ou fujo para não ser ferido. Passível demais para receber a porrada e ficar inerte. Pancadas demais para conseguir se esquivar. Minha mãe sempre me fala que "a dor ensina a gemer". Acho que no meu caso a dor me mostra o quanto eu sou fraco. Quanto mais me batem, mais eu quero apanhar. Só pode!!
Talvez meu erro seja pensar muito nos sentimentos dos outros e esquecer e não ligar pra o que eu realmente estou sentindo. Mas dai eu me pergunto:
- O que "djabo" eu to sentindo?
- Hoje? Um misto de coisas.
Não sei, mas o certo mesmo é pensar mais em mim.
Até onde eu vou aguentar? Não sei!
Mas uma coisa é certa. Eu preciso me libertar de certas correntes emocionais para o meu próprio bem. Se eu não me amar primeiro, ninguém vai me amar. O pior de tudo é que eu sabia disso há algum tempo atrás. Parece que hoje eu esqueci a lição!!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ser completo

Certa vez falei aqui que escolher lados sempre nos trás perca de algo que tínhamos pra conquistar. Confesso que desde que deixei o Novo Altar me sinto perdido. Minha vida foi aquele ministério. Anos de minha vida, meu emocional, até meu profissional foi investido para o reino. Mas me faltava algo que era mais forte que eu. Minha sexualidade não se encaixava com o que vivia e pregava. Está no altar e cantar o que ministrava era viver uma mentira. Havia um vazio inexplicável dentro do meu ser e o amor de Deus não conseguia preencher. Era a busca pelo reconhecimento de ser quem eu era. Decidi reconhecer isso e sabia do que estava em jogo. Deixei tudo e estou vivendo o que meu coração e minha alma crê. Não me arrependo. Mas toda vez que olho pra trás e me lembro de quem eu era em Cristo me bate uma dor e um vazio. Eu sabia que minha escolha de alguma forma me deixaria um buraco enorme na alma. Não tinha como eu ser completo como estava, como também não tem como ser completo como estou hoje.

Hoje tirei o dia pra relembrar velhas canções e arranjos e mais uma vez a saudade me bateu pesado. Desta vez chorei. Não tive como conter as lágrimas ao lembrar-me de cada ensaio, cada dificuldade que tive em ensinar algo que muitas vezes até eu mesmo não sabia, para dar o melhor no ministério. Das incertezas de Victor F, das dificuldades ministeriais de Felipe, dos dilemas de Fabiana, das inseguranças de Ana F, do esforço de Nira, das dificuldades musicais de Nildo, do empenho de Gabriel, das criancices de Dericky, do amor de Ruth e da coragem de Victor O. Há cada recordação, rios de lágrimas corriam em minha face.

Hoje ao escutar certas canções percebi que não só a letra estava tocando fundo, mas as lembranças de cada arranjo torto que tentávamos fazer, rasgava meu coração de cima a baixo me dizendo que ali era o melhor lugar do mundo. Tínhamos brigas, arengas, dificuldades, dores de cabeça, mas era ali que eu sempre quis está. E uma das canções que me fez parar tudo pra externar esse sentimento aqui com vocês foi “Tú és o motivo – DT”. Realmente hoje meu coração clamou pelo Senhor mais do que nunca e mais uma vez eu tive a certeza que esse vazio que sinto todas as manhãs só vai ser preenchido pela perfeição do Senhor.

Já estive do lado de lá e sei que nunca serei completo. Lá serei mais uma vez incompleto por ser quem sou. Aqui sou vazio pela falta da presença de Deus em mim. Gostaria muito de acreditar que há uma esperança e um lugar onde posso ter e ser o que Deus quer que eu seja. COMPLETO. Enquanto esse dia não chega vou me afobando em devaneios nostálgicos de quem eu era em Cristo Jesus.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Continue a nadar

Já parou pra pensar que nunca estamos satisfeitos com o que temos? É impressionante o que fazemos para querer sempre o melhor. Eu sou muito de boa sobre alguns aspectos sobre minha vida. Sei de onde vim, sei onde estou e melhor ainda, onde quero chegar. Mas as vezes, interferências externas me afetam a tal ponto que me pergunto se é pra ser mesmo ou se é hora de mudar.
Confesso que já me agoniei muito com "achismos", com previsões de um futuro ruim que ainda não aconteceu, mas gosto de me planejar e ter meus pés no chão. Ouvi uma vez que é sempre bom esperar sempre o pior das coisas e das situações, pois se acontecer o ruim você não se frustrará, mas se acontecer coisa boa, será uma conquista. Porém, por mais que esperemos o mau, nunca estaremos preparados para perder. E quem falou que perder só é sinônimo de derrota? Nan... Perder pode ser sim sinônimo de um novo recomeço, uma nova oportunidade de se sair até bem melhor. E é nessa força que me agarro todos os dias: Querer ser e viver o melhor de mim. 
A vida e o tempo vai mostrando quem realmente se encaixa nos planos e quem vai me ajudar a chegar até onde quero. Realmente, só ficam em nossas vidas aqueles que acrescentam e os que são fortes para compartilhar e mutuamente se ajudar. 
Hoje estou tranquilo, não mais que ontem, mas estou. E por mais que interferências externas me abalem, continuarei a nadar. Porque realmente sei onde quero chegar. 
Quem estiver disposto a me acompanhar, siga-me. Caso contrário, deixe-me continuar a caminhada.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sr. José


Estou pensando seriamente em mudar o modo como as pessoas me conhecem e me chamam. Meu nome é José, porém desde que me lembro as pessoas me chamam por Neto e muitas vezes não me reconheço sendo o José que sou.

Já atendi pelo chamativo zé, zé pó. Já me chamaram de netinho, netoka, tinho, mas José, só gerente de banco e atendimento de telemarketing que me chamam assim.

O nome José aqui no Brasil é sinônimo de pobreza e miséria. É o famoso "Zé ninguém". Ou comparativo de político corrupto, mas eu acho o nome muito bonito. Me trás a ideia de imponência, respeito e até santidade, pois é um nome bíblico. Pra quem não sabe, esse é o nome do pai de Jesus, São José, e também o nome de mais 35 santos. Sem contar que foi um nome muito comum entre os judeus na Idade Média e no início foi pouco frequente entre os cristãos. Só passou a ser popularizado na Espanha e Itália no final da Idade Média, em razão da veneração por São José. Depois na Inglaterra passou e ser comum após a Reforma Protestante e em Portugal apareceu em documentos datados da primeira metade do século XVI, como Joseph.

Andei pesquisando e descobri que José significa "aquele que acrescenta" e isso tem muito haver comigo. Acho que nunca entrei na vida de alguém sem acrescentar algo positivo pra ela. Seja amigo, família ou romance, em algum momento eu fui aquele que ajudou o outro a ser e ter algo significativo em sua vida.

Não sei, estive pensando aqui e diante de tantos outros, por que não ser um José?

Me sinto as vezes sem identidade quando me perguntam o nome e respondo "meu nome é Neto". É como se eu tivesse medo ou vergonha de dizer que meu nome é José.

Talvez eu deixe quieto ou talvez eu comece a cobrar que as pessoas me chamem pelo nome de batismo, mas uma coisa é certa. Há alguns dias eu já me sinto orgulhoso de ser José. E talvez eu realmente queira ser chamado assim.

Mudança de planos

Eita que só venho escrever algo aqui de ano em ano, né gente? As vezes esqueço literalmente que tenho esse blog. Já passamos por tanta coisa. Comecei a escrever inspirado em política, depois em criar algo com histórias e contos, já falei de igreja e religião, de música e até de teorias de comunicação integrada. Mas estou mudando o rumo das coisas agora.
Em alguns momentos falei muito sobre mim e até tentei fazer outros blogs pra desabafo, mas imaginem: Se eu não consigo dar conta de um blog, imagina de dois? Por essa razão, decidi dar um novo rumo pra esse aqui.
Mudei o nome, a discrição... tô ainda pensando se mudo o layout. Estarei escrevendo coisas pessoais, por entender que muitas vezes não tenho com quem desabafar e posso usar essa ferramenta de escape para não enlouquecer. Talvez isso dê um livro, ou até não dê em nada, mas quero tentar. Tentei fazer algo criando uma página no Facebook Casa de Lego, mas não deu muito certo. Escrever coisas pessoas lá me deu uma dor de cabeça. Mas pra começo, vou transcrever algumas coisas de lá para cá.
Há primeiro momento eu queria fechar o blog para limitar as visualizações das postagens, mas to pensando ainda se faço isso ou não. Então, por enquanto, estará aberto, até a segunda ordem. Não estranhem o que poderão ler por aqui. Serão apenas coisas que preciso realmente colocar pra fora.
Aos leitores cristãos, adventistas e que curtiam o Ministério de Louvor Novo Altar, só pra se atualizarem, não sou mais ministro de louvor, o Novo Altar infelizmente acabou, ainda sou cristão, porém não estou frequentando nenhuma igreja, me descobri homossexual e hoje sou casado com um homem.
Se você realmente ainda quiser me acompanhar, vai perceber o quanto vou me contradizer, mas já de antemão te falo que será super normal. Sou humano e como diria Raul Seixas, "prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Conviver com as diferenças

Contra o amor, não há lei!
Agora, quem somos nós para definir o amor? Eu me contento com as palavras de vida que saem da Bíblia, palavra de Deus. Aprendi que cada um dará conta dos seus próprios atos para com Deus. É simples. "Aquele que come carne, não critique quem não come." - Paulo
Se não gosta do casamento homossexual, não se case com um. Sonho com o dia que viveremos unidos por algo maior que as nossas religiosidades. O amor. Simples. Puro. Perfeito. Jesus Cristo.
No final, não será minha profissão de fé (doutrina a qual professo) que me salvará. Mas meu coração contrito e minha vontade de amar ao meu Deus sobre TODAS AS COISAS.

(Texto escrito em 26/maio/2014)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Minha carência

Tem dias que eu to carente, tem dias que eu to super carente. Tem dias que eu to carente no limite máximo da cafonice. 
Não é porque eu não tenha ninguém que eu ame e que me ame. Não!! Isso eu tenho de sobra. Mas é que o medo toma conta de mim e a insegurança bate forte no peito. Chega a sufocar.
Sou uma pessoa muito desconfiada. Acho que tudo e todos estão tramando contra mim e querem me dar uma rasteira e quando percebo algo estranho, minhas "anteninhas" ficam logo alertas e sempre que pré-sinto algo, acontece merda depois.
Esses últimos dias algo me diz que existe maçã podre no meio do cesto e isso tá quebrando minhas pernas! Gostaria muito de ser sensato e um "ser" normal que não prevê certas coisas, mas eu sou perú, morro de véspera. Antes das coisas acontecerem eu já to me acabando. As vezes é até bom , porque quando acontece realmente eu já estou preparado. Mas quando não acontece, quando é só imaginação, loucura da minha cabeça, me frustra e me machuca. Não sei o que fazer. Eu só quero colo!!!
Eu só espero estar errado, mas isso só vamos saber depois, né?


(Texto escrito em 25/abril/2014)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Puff

Acho interessante, pessoas que tem a vida amorosa comparada com a de Gretchen, Lindsay Lohan e Paris Hilton, mais conturbada que a de Lady Dai na época que era casada com o príncipe Charles, que são mais rodadas que pratinho de microondas, darem conselhos (pitaco) sobre os relacionamentos dos outros. 
Acredito que se essas pessoas ocupassem seu tempo tentando resolver sua conturbada vida amorosa não gastariam tanto esforço pra “melar” a dos outros. O problema de algumas pessoas é que não conseguem ver a felicidade de alguns amigos e se ver solteira e infeliz. Ao invés de estar feliz por eles e procurar a sua felicidade, tentam resgatar os velhos amigos para voltar a viver aquela vidinha medíocre de solteiros. Festas, baladas, farras, feriados, praias, bebedeiras, amores de noitadas e no fim de tudo se vêem sozinhas no seu quarto sem a esperança de ter algo realmente sério e duradouro.
Como disse Arnaldo Jabor: “Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: ‘eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também.’ No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição... Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também”
Ser solteiro é ótimo, mas é só uma fase. Realmente soube viver como tal, mas a gente cresce e descobre que quer viver momentos com alguém especial e que não sejam só momentos, que quer algo mais do que “noitadas” e “ficadas”. A gente quer algo que realmente dure e que vale a pena. Quer algo e alguém em que a gente possa realmente confiar e firmar nossos passos, construir sonhos juntos, parar de acampar em colinas estranhas e estabelecer residência, e quem não quer isso não precisa ficar tentando “converter” os demais.



(Texto escrito dia 28/março/2014)